Bring me a dream...




Querido Pai Natal,
Apesar de já não ser natal,
Ou de ainda não ser Natal,
Traz-me um sonho.
Quero uma sala cheia de prendas embrulhadas a laçarotes e fitinhas.
Bonecas, tambores, histórias de reis e rainhas.
E jogos de cubos, serviços de chá para brincar às casinhas.
Uma mesa com toalha bordada e azevinho com rubras bolinhas.
Lá ao fundo a antiga árvore enorme carregada de luzinhas.

Querido Pai Natal, apesar de já não ser Natal,
Ou de ainda não ser Natal,
Traz-me um sonho.
Cheirinho a fritos com canela, aletria, fatias e broinhas.
Pires e travessas de guloseimas e salgados caprichados.
A melhor loiça lá de casa com os talheres que nunca serviam.
Refrescos gelados em cristais preciosos.
Até as cadeiras, meu Deus, até as cadeiras reluziam!
Cera e óleo de cedro reluzentes em todas as mobílias.

Querido Pai Natal, apesar de já não ser Natal,
Ou de ainda não ser Natal,
Traz-me um sonho.
Faz com que tudo seja bonito de novo.
Arranja um milagre, uma magia.
Traz de volta a inocência e a candura.
Leva de retro a tristeza e a loucura.
Olha que ainda somos pequeninos,
Sem pai, nem mãe, nem avós.
A cozinha está vazia e o lume apagado.
Nos nossos corações falta calor, falta alegria…

Querido Pai Natal, apesar de já não ser Natal,
Ou de ainda não ser Natal,
Vem esta noite à minha casa, e traz-me um sonho.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Vamos aquecer o sol"

Não sei valsar devagar

O homem desesperado